Palavras livres, soltas, que se completam ou não. Mas que juntas compõem devaneios. Palavras que surgem, não sei de onde, que descrevem, que escrevem. Despautérios de uma mente sempre em ebulição.
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Coricotências

Sonho

Sonho

Opostos

Chuva e Paixão

Quero...

Caetano é chato, mais sua...

Pensamento do dia

Aquele Olhar

O vento, a rua, o tempo

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Despautérios

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Momentos poéticos e não poéticos de Marcella Oliveira.
Momentos e palavras livres que não buscam destino senão a liberdade de janela afora.
Domingo, 30 de Março de 2008
Sonho

Sonho
Inerte
Que me acomete

Estático
Insone
Sonho

Vivo
Desperto
Tão longe
Tão perto

Sonho
Diurno
Passivo
Saturno

Abstrato
Irreal
Surreal
Real

Sonho



Digitado por Marcella Oliveira às 19:18
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Sonho
Sonho Inerte Que me acomete Estático Insone Sonho Vivo Desperto Tão longe Tão perto Sonho Diurno Passivo Saturno Abstrato Irreal Surreal Real Sonho


Digitado por Marcella Oliveira às 19:13
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Opostos
Tristeza
Melancolia
Palavras soltas hoje sem explicação
Uns chegam como a Duda
Outros vão como a Dinha
E o que isso faz comigo?
Me deixa com medo
Com medo de perder
Amigos, presentes, o dia
Mas me deixa também com vontade de ganhar
Esperança
Perseverança
Tristeza
Melancolia
Que Deus esteja conosco!

Estado de espírito: Melancólica
Vitrola: Hallelujah - Jeff Buckley

Digitado por Marcella Oliveira às 02:57
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Chuva e Paixão
Ela vê a chuva pela janela, é tarde e a chuva chove, sem parar desde cedo.
A chuva sempre a deixa abafada, esse é o termo que melhor a representa.
Ela já leu tudo o que tinha para ler, ouviu tudo o que tinha para ouvir e pensou tudo o que tinha para pensar. Então ela dormiu.
Ela acorda e o barulho da chuva ainda a cair, a transtorna, pelo reflexo provável do poste mais próximo ela observa as gotas a escorrem pelo vidro na parede.
Ela olha o relógio, ainda não são duas horas, para seu desespero, porque a partir deste momento ela sabia que para dormir de novo ia custar muitos incontáveis carneirinhos, embora ela sempre contasse Johnnys Depp e Brads Pitt.
Enfim levanta e vai até a cozinha, lá está o vazio de sempre.
Ele era um idiota, um bossal, não passava de um fracassado psicossomático mais naquele momento sua presença seria boa, nem que seja para uma briga. Um bate-boca daqueles memoráveis porque mesmo sendo um idiota-bossal–fracassado ele era o sarcasmo em pessoa, todas as brigas eram um duelo de egos, alter-egos e super-egos e coisa e tal.
Mais ele não estava mais ali. Podia ligar, mais depois de tanto tempo? Seu orgulho não permitiu tal burrice e ela voltou para cama, usou a chuva como tortura e molde para seu humor no dia seguinte.


Digitado por Marcella Oliveira às 22:41
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Quero...
Quero...
 
 
Quero uma cadeira nova, daquelas bem confortáveis, anatômicas, com encosto reclinável e com apoio para os pés.
 
Quero uma internet banda larga, para não precisar ir à lan-houses gastar meu dinheiro para realizar downloads.
 
Quero um CD que não acho nunca, até na internet tá esgotado,( inacreditável como tanta gente pode gostar de ouvir a Dolores O’Riordan se esgoelando com aquela voz angustiada e dolorosa, não é à toa que a bichinha atende pelo nome de Dolores) The Cranberries Unpplugged.
 
Quero tanta coisa, mais a cadeira é a principal,está tilintando em minha mente, confortável, anatômica...
 
Quero um estágio, num lugar legal, com gente legal e com um pagamento legal no final do mês.
 
Quero receber uma ligação que não chega, (se não vai ligar pra que diabos pede o número e pergunta se pode ligar?), e me irrita profundamente a dúvida, e a duvida não é se vai ligar ou não, é porque não ligou até agora (será que está doente, desistiu, alguém da família morreu?, é muito tímido, é um babaca) fazer o quê?(acreditar que é um babacão.).
 
Enquanto isso eu quero...
Quero um livro do Charles Dickens,( porque sempre o livro é melhor que o filme produzido a partir dele, daí quero o livro porque o filme é lindo...)Great Expectations, Grandes Esperanças.
 
Quero a última temporada de Gilmore Girls, afinal de contas o que é viver sem TV por cabo, ainda mais quando se segue há anos um seriado e ele termina sem você poder assistir.
 
Quero viajar, quero sentir, quero gastar. ( só não sei ainda viajar pra onde, sentir o que, e gastar com o que.).
 
Quero a paz mundial, o fim da fome, e um anúncio dizendo que o Aquecimento Global não passa de puro marketing para desbancar o Bush culpando ele e os EUA, e que nos próximos 20 anos meus filhos poderão viver bem pela Terra.
 
Minha cadeira...
Quero, quero muito tudo isso e algo mais, mais também se não vierem, eu continuo vivendo, porque afinal de contas se tudo que eu quisesse se realizasse agora-imediatamente-como- num passe de mágica, minha vida seria perfeita, e venhamos e convenhamos a perfeição é chata, muito sem graça.
 
Mais ainda não deixei de pensar na minha cadeira, confortável, anatômica, reclinável e com apoio para os pés.

Estado de espírito: Irritada
Vitrola: Ode to my family - Cranberries

Digitado por Marcella Oliveira às 00:22
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008
Caetano é chato, mais suas músicas...nem sempre.

Sempre julguei Caetano Veloso como um a cara que sente intelectual demais,chato demais, tremido demais, velho demais, mais depois de ouvir e saborear um cd dele descobri que se ele é intelectual ou um "pseudo-intelectual de miolo mole" como disse  José Guilherme Merquior, não interessa, mais o que interessa é que algumas músicas são completas obras primas.

 

Vou colocar aqui uma delas, aliás a minha favorita do CD:

 

Nosso Estranho Amor

 

Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor

Ah! Mainha deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar e sigamos juntos
Ah! Neguinha deixa eu gostar de você
Prá lá do meu coração não me diga
Nunca não

Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valem dramáticos efeitos
Mas o que está depois

Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor

 

 



Estado de espírito: Estranha!rsrs
Vitrola: Nosso Estranho Amor

Digitado por Marcella Oliveira às 18:51
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
Pensamento do dia

"Por onde ando sempre há vida

Tenho sempre o céu como testemunha

E o ar como cúmplice dos meus atos e pensamentos"



Digitado por Marcella Oliveira às 00:12
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Aquele Olhar

Ele entra pela porta e seu olhar não é o mesmo.

Não é o olhar de sempre, há um quê de desespero que torna nublado seu olhar sempre azul como céu limpo de inverno.

Para o desespero dela, aquele olhar transmite o desespero dele.

Ele passa por ela e vai para o quarto, mudo, com andar automático e com aquele olhar.

Por um milésimo de segundo ela pensa em mudar sua decisão, aquele olhar a faz se sentir a última das mortais sobre a face da Terra a espera do seu julgamento durante o juízo final.

Mais ela resiste, é a sua lei, o tempo dele tinha chegado ao fim, ela não poderia voltar atrás.

Da porta do quarto ela o vê no banheiro pelo reflexo do espelho, ele pega a escova de dentes e novamente ela vê seus olhos nublados.

Sua garganta trava, ela não vai chorar, ela sabe que não vai, não é primeira vez que acontece, mesmo sendo a primeira vez que vê um olhar tão desolado.

Ele junta as roupas, fecha a mala, olha ao redor.

Ela sai.

Ela não quer ver aqueles olhos, ela não quer se perder na nebulosidade deles.

Ele sai do quarto, como muitos outros já saíram, a lei estava sendo cumprida mais uma vez.

A mala, o silêncio, tudo como sempre, porém, os outros não tinham aquele olhar.

Ele se aproxima, ela pensa em falar algo, mais ela nunca disse nada, nunca era necessário, mais ela pensa em falar, falar para assim evitar aquele olhar.

O silêncio.

Ela desvia o olhar, mais ele delicadamente a ergue a cabeça segurando-a pelo queixo e o inevitável acontece, seus olhos se cruzam.

Ela procura o olhar de céu-azul-de-inverno (porque no inverno o céu fica muito azul e nenhuma nuvem aparece para escondê-lo), aquele olhar não existe mais. Existe no lugar um olhar nublado, desesperado, dissimulado, mas, com a mesma capacidade de enxergar sua alma, por isso ela o escolhera na multidão.

Ele a olha nos olhos e se vira deixando sobre a mesa de centro as chaves.

E sai, sem olhar para trás.

Ela o vê transpor a porta, silenciosamente como todos os outros e pela primeira vez ela chora.


Estado de espírito: Bem
Vitrola: Coisas que eu sei

Digitado por Marcella Oliveira às 22:24
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
O vento, a rua, o tempo

O vento sopra a nuvem

que corre no céu

numa só direção

O vento sopra a árvore

que balança como ao som

de uma canção

O veículo sobre o calçamento

sonora locomoção

 

O tempo passa no relógio

correndo evolução



Digitado por Marcella Oliveira às 13:36
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Palavras desconexas de um devaneio momentâneo

Já dizia o poeta: “Que seja eterno enquanto dure.”.

Modo estranho de avaliar o amor. Atitude tão pessimista começa já com o desfecho presumido de que vai acabar. Por que não pode ser diferente? Penso que é por isso que o mundo está como está, porque de um modo geral não existe amor, existe uma troca de interesses, uma troca, nada mais.

Uma troca, como se troca de roupas e de bocas. Troca-se tudo, o útil pelo o agradável, o agradável pelo útil, na maioria das vezes. O bom pelo mais ou menos, o novo pelo velho e vice-versa, troca-se tudo.

Tem pessoas que dizem que o que vale é a quantidade, não a qualidade, outras já prezam pela excelência, só que nem se sabe ao certo que tipo de excelência é essa. Acredito que amar é um exercício de paciência. Como disse São Paulo aos Coríntios: “O amor é paciente, benevolente e não é invejoso.”

O amor de um modo geral,(não só o amor de um cara pela garota, ou o de um cara pelo seu cachorro, carro , moto, etc...), é complicado de ser exercido, simplesmente porque a maioria das pessoas não se amam, a maioria das pessoas não se conhecem, como uma pessoa pode amar outra, se ela não consegue amar a si própria.

Mais também existem aqueles que amam, e como amam a si mesmos esses também podem não saber amar aos outros pelo simples fatos de se acharem irresistíveis e que ninguém pode ter o privilégio de serem amados por eles, já que estes se julgam bons demais para se dar ao luxo de serem amados por um ser inferior.

Não sei se amo, mais sei que quero amar.

Como diz outro poeta:

“Procuro um amor que ainda não encontrei

Diferente de todos que amei ...

Pode ser que eu o encontre numa fila de cinema

Numa esquina ou numa mesa de bar ...

 Procuro um amor que seja bom pra mim

Vou procurar

 Eu vou até o fim”

“Nesse momento há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo.

Algumas estão fugindo assustadas...

Algumas estão voltando para casa...

Algumas dizem mentiras pra suportar o dia.

Outros estão somente enfrentando a verdade agora...

Alguns são maus indo contra o bem e alguns são bons lutando contra o mal...

6 bilhões de pessoas no mundo...

6 bilhões de almas... e às vezes tudo o que precisamos é apenas UMA!"

*Enlatados americanos não são de todo ruins, às vezes surgem umas pérolas, e eu adooooro.


Vitrola: Last Night - P.Diddy

Digitado por Marcella Oliveira às 00:54
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